Twitter Facebook

BOTOS

Em 1997, com as inúmeras mudanças ocorrentes na Festa do Çairé, surgiu a idéia de dar notoriedade, também, no lado folclórico do evento, criando-se duas agremiações de competitividade dado a defasagem nas danças apresentadas no Çairé. Como a Lenda do Boto é autenticamente paraense, conhecida e difundida somente a partir do século XIX, já representada pelo Grupo Cheiro do Çairé no final da década de 80, foi aproveitada para esse fim. A inexistência ou desconhecimento dessa lenda nos séculos anteriores nos leva a crer que ela tem origem branca e mestiça, com projeção nas comunidades caboclas, que se difundiu por toda a Amazônia brasileira. O ano de 97 também foi marcado pela primeira apresentação de botos, sob a coordenação do Sr. Mauro Luiz Lobato de Vasconcelos que apresentou um único grupo de cordão de botos. Em 1998, após sorteio ficou definido a criação das duas agremiações, ficando o Boto Cor de Rosa com o Sr. Mauro e o Boto Tucuxi com o Sr. Edilberto, mas nesse ano após a negociação entre as duas entidades pré formadas não ocorreu a disputa de títulos, apenas houve uma apresentação informal, deixando pra ser realizada a disputa somente no ano seguinte.

BOTO COR DE ROSA



LENDA DO BOTO

BOTO COR DE ROSADiz à lenda que em noite de lua cheia, que tem festividades na comunidade boto cor-de-rosa sai do rio Tapajós transformado em um lindo rapaz. Jovem, bem vestido, alinhado em um terno branco, e com um chapéu branco, para encobrir o rosto e disfarçar o nariz grande e pontiagudo sai em busca de jovens belas desacompanhadas. Com seu jeito galanteador, seduz a moça mais bonita e a encanta. O belo rapaz leva a moça ate a margem do rio, onde a convida para um mergulho. No fundo do rio a engravida. Na manhã seguinte o rapaz volta a se transformar em boto. E inspirada nessa lenda que agremiação Boto Cor-de-Rosa tendo a frente o presidente Nivaldo Coelho vem com o Tema: Çairé Cultura Ancestral visto que o Çairé é uma festa Ancestral é essa a inspiração que o boto Cor-de-Rosa busca mais um titulo com os seu itens Cabocla Borari Elaine Coelho, Boto homem João Pedro, Boto animal Relison Sousa, Contador Ruicy Souza, Apresentador IéIéOliveira e toda a magia do Curandeiro Josef. Sem contar com toda a simpatia das Rainhas: Rainha do Çairé Leilane Domithila, Rainha do Artesanato Ingrid Maciel e a Rainha do Lago Verde Lucilene Rodrigues.

Para incrementar a belíssima representação da Lenda do Boto Cor-de-Rosa os grupos de Carimbó com suas atrações e encanto com coreografias estonteante e envolvente,Carimbó Flor do Tapajos, Encanto do Tapajós, Sedução do Carimbó, Raizes Caboclas, Bailado de Carimbó, Tradição de Carimbó, Mistura de Carimbó, Quadrilha Beija-Flor, Funk da Roça e outros. Prometem fazer uma maravilhosa atração para agradar todos os simpatizantes, turistas comunitáriose população em geral.

BOTO TUCUXI



LENDA DO BOTO

BOTO COR DE ROSAA lenda do boto aparece pela primeira vez no Estado do Pará, no século XIX. Não se conhece a origem de tal lenda, só há registros de que se difundiu por toda a Amazônia. O boto Tucuxi é um golfinho muito dócil e amável que vive principalmente nas águas dos rios Tapajós e Amazonas. Boto Tucuxi ou Pirajaguara (Sotália Brasiliensis, Sotália Fluviatilis, Steno Tucuxi) boto bondoso, capaz de resgatar pessoas em náufragos, descobre segredos não conhecidos pelos homens, conduz os peixes para a rede (malhadeira) do pescador, vive nos rios amazônicos, mas é encontrado em maior quantidade no rio Tapajós, possui coloração cinza e o dorso branco, possui habilidade em nadar em pé (apoiando-se somente com a cauda) sobre a água, vive em bandos. O boto homem, aquele que se metamorfoseia à noite para encantar as caboclas ribeirinhas, possui um orifício na cabeça coberto com o chapéu branco, alguns dizem ele usar uma arraia à cabeça. Segundo a lenda do boto, esse homem traja-se todo de branco, é dançador, bebedor, galante e sedutor. Uma olhada dele é capaz de enfeitiçar, hipnotizar, render qualquer mulher aos seus caprichos. O cheiro (pixé) que exala no ar é de patchouli, no momento de excitação ou quando na água tem cheiro de peixe fresco.Os botos têm a habilidade de sentir a metros de distância o odor de mulheres menstruadas, com agilidade seguem as canoas, cintilam nas águas em saltos e manobras que amedrontam quem viaja nas referidas embarcações. Dizem os caboclos que para não serem perseguidos quando transportarem mulheres menstruadas, deve-se passar alho em toda a canoa. A inexistência ou desconhecimento dessa lenda nos séculos anteriores nos leva a crer que ela tem origem branca e mestiça, com projeção nas comunidades caboclas. A iconografia cristã aproveitou a lenda do boto para dizer que o Boto Tucuxi é símbolo da Eucaristia, segundo Câmara Cascudo (Dicionário do Folclore Brasileiro). Isso tudo remete ao sacrifício de Cristo imolando-se na cruz para salvar os homens e o boto desafiando a natureza para salvar os homens do naufrágio.

Parceiros



2013 - W3MAIS - Çairé - Alter do Chão - Santarém - Tapajós

Desenvolvimento W3mais